23.12.10

FELIZ NATAL !!!

Que o Natal não seja representado apenas por uma árvore ou um papai Noel, e nem pelos presentes. Que seja um momento de reflexão e de boas ações. Afinal não devemos esquecer o verdadeiro significado do Natal. 

27.11.10

O Retorno - Nova obra de Valter Figueira

O eminente poeta e prosador Valter Figueira é, sem nenhuma dúvida, personagem de primeiríssima grandeza no cenário literário do município de Carlinda. Excelente escritor e versejador, que nos anais desta terra aformoseada de inexploradas florestas, emerge do silêncio que naturalmente reservava-o para este instante, para a realidade, trazendo sua mais recente obra – O RETORNO – escrito com perfeição e mestria de quem sabe fazer arte literária.

O autor nos proporciona - leitores assíduos que somos de suas narrativas circundadas de mistérios e suspenses, o prazer de embrenharmos pelos meandros do crime e das condições a que são submetidos os que cometem tais barbáries. É, portanto, ficção, mas nos traz à tona uma elevada lição de realismo comprovada em cada página consultada neste magnânimo trabalho, o qual merece toda a atenção, todo respeito e reverência acerca da qualidade em conduzir o leitor ao ápice das emoções.
A sensação que se tem é de estarmos vivenciando momentos de tantas crueldades em que o ser humano convive diariamente, incitado pelo progresso relâmpago e exacerbado, pela falta de planejamento causado mormente por autoridades incapazes, individualistas e déspotas que, conscientes ou inconscientemente, lançam à margem da criminalidade os que se sentem rejeitados ou perseguidos diante do preconceito estimulado pelo sistema arcaico, pútrido e - se me permitam - ditatorial, imposto através das classes dominantes, nocivas à sociedade. Foi pensando dessa maneira que decidi citar aqui o insigne escritor sacro Wagner P. Menezes, que nos brinda com essas belíssimas e sábias palavras: “Como um pássaro no ninho um objetivo nos resta. Não o de olhar o mundo, a vida, o espaço que nos rodeia do ´alto da árvore’, como soberano em um território inviolável, indiscutível, que nada teme, a não ser o traiçoeiro vôo da ave de rapina.” Qual esta ave há muitos seres humanos. A violência nos faz perder terreno onde se pode cultivar bondade e paz. E só será recuperado o que foi perdido se compreendermos o sentido real da vida, amando-nos.
Ao deitar os olhos sobre o texto original de O RETORNO, vi que se tratava de algo que me seduzia ao extremo, que me permitia adentrar no intimo do romancista que, longe dos grandes centros culturais, revela-se talentoso, comprometido a conquistar num curto espaço de tempo o reconhecimento merecido de prosador e da condição de projetar-se entre os mais influentes narradores de histórias desta geração. Não se pode (nem deve) negar o óbvio, o evidente. O autor e a obra se fundem num verdadeiro liame, numa união que perdurará por distantes datas.
Registrar num livro os acontecimentos do cotidiano (não importa a temática) é acender em meio às trevas uma luz que nos mostre a realidade, novos horizontes a serem conquistados.
Nós, leitores e literatos, juntos, agradecemos ao poeta, romancista, cronista e contista Valter Figueira, por nos conduzir de maneira sutil aos limites das alegrias, com suas histórias fantásticas e capazes de nos transpor para uma outra dimensão que, sem medo de errar, encontramos apenas no universo da escrita. E essa etérea essência da vida nos encaminha a conhecer com mais profundidade o que somos por meio das palavras. Elas são mágicas, misteriosas e percucientes. Penetram fundo na alma humana e bradam por justiça, por melhores condições num mundo conturbado. São como crianças órfãs de carinhos nos convidando a desbravar o infinito nas asas céleres do vento alísio.
Quando lemos, afastamos de vez a solidão e nos sentimos mais humanizados. Observamos o que nos diz Daniel Pennac: “ A idéia de que a leitura `humaniza o homem´ é justa no seu todo, mesmo se ela padece de algumas deprimentes exceções. Tornamo-nos um pouco mais `humanos´, entenda-se aí por um pouco mais solidários com a espécie ( um pouco menos `animais) depois de termos lido Tchekhov.” E mais adiante acresce: “ É uma tristeza imensa, uma solidão dentro da solidão, ser excluído dos livros – inclusive daqueles que não nos interessam.”
Espero que a leitura deste livro possa trazer, indiferentemente do que trata o conteúdo, instantes de reflexão e prazer. Leia-o sem repudiar os momentos de tensão O personagem não é tão cruel como julgamo-lo, quer deveras se libertar das amarras que o coloca em condição inferior na sociedade.

Ribamar Carvalho é poeta.e autodidata
E-mail para contato: rilelota@hotmail.com

27.10.10

Luz para a poesia

Toda luz a poesia.
Poesia é luz
luzia poesia
poeluz

26.10.10

O Amor é bicho instruído


Amor é bicho instruído


Olha:

O amor pulou o muro.

O amor subiu na árvore

em tempo de se estrepar.

Pronto, o amor se estrepou.


Daqui estou vendo o sangue que escorre do corpo andrógino.

Essa ferida, meu bem , às vezes não sara nunca...

às vezes sara amanhã.


(Carlos Drummond de Andrade)

24.9.10

O retorno

Este é meu novo livro
" O Retorno"

15.8.10

Pensamento

“Com o coração se pede; com o coração se procura; com o


coração se bate (à porta); e é ao coração que a porta se abre.”

Santo Agostinho, filósofo e teólogo romano

23.7.10

Trechos do Livro "O retorno"

Trechos do romance “O retorno”


Caros amigos: aqui alguns trechos do romance “O Retorno” que está quase pronto com lançamento previsto para Setembro de 2010.

O caminho de casa é sempre como um retorno ao ventre materno. A busca do aconchego e do repouso. Um lugar de refúgio e solidão, a casa é sempre a nossa casa. Mesmo que ridículas e mal tratadas são sempre o lugar ideal para um refletir sobre a vida pregressa.

....A noite chega como uma fêmea no cio, devagar se esgueirando, querendo alguma coisa, tentando adentrar os recintos, até que, sem perceber já estamos familiarizados com a escuridão e com a brisa noturna. Os boêmios, as prostitutas e os amantes esperam a noite como um troféu, ou como um sinal verde para as suas ações, para os seus botes certeiros como cascavéis em cima de pequenos roedores. A noite é amiga dos escritores, dos poetas e dos bêbados, apesar de que alguns pés inchados não esperam anoitecer para encherem a cara, e inimiga das mulheres caseiras que ficam esperando pelos maridos em seus lares. “Onde ele está? Está enfiado num desses botecos bebendo com amigos, e depois chega cheirando a cachaça. Será que têm mulheres?” E assim vão, pais de famílias que tardam a chegada em casa para não depararem com a realidade nua e crua. Tanto nua como crua é horrível. A fuga está na bebida. Essa droga lícita que leva os homens a se imaginarem aquilo que sonhavam ser. E também algumas mulheres, quem disse que mulher não bebe?....

....Vozes o acusavam de assassino e gritavam: — Morra! Morra verme! Era isso, sentia um verme a corroer a sociedade limpa e santa que impera nessa cidade. Gritou: — Vocês também são pecadores! Assassinos! Bandidos! Ladrões! Isso lhe aliviada a angústia o cansaço e o desespero. O seu desejo era abandonar a rua e ir para casa, encostar sua cabeça no travesseiro e dormir, dormir o mais que puder e só acordar quando tudo isso acabar. Você matou Irene! Você cumpriu sua sina de assassino. Gritava uma das vozes em sua cabeça. Você é inocente! Gritava a outra voz quase sussurrando. Isso o estava enlouquecendo, e novamente ouve sua voz ecoar no vazio da cidade — Me deixem em paz! Isso é uma loucura. Quero ir para casa e dormir, só isso. Em sua cabeça uma música antiga. “Verônica me sinto tão só, quando não estás junto a mim, Eu quero te dizer.....Quero seus olhos olhar. Quero tua boca e seus lábios beijar”. Lembrou de Irene, lembrou de Vânia, lembrou da Marcinha que matou estrangulada no meio do cafezal. As mulheres que passaram por sua vida. Não é um assassino. Não matou Irene. Até quando vai ficar repetindo isso?....
.....Caminha, caminha, esse é o seu destino e desejo, caminhar e chegar inteiro em casa. Suas roupas já estão encharcadas, a chuva fina não deu sossego. Cambaleia, o que é isso? Não está bêbado! Ou está? “Não Irene! Não largo não! Você terá que morrer, aqui e agora. Tenho que salvar a Vânia. Por amor a ela vou lhe matar. O que é isso? Você é apenas uma vítima da sociedade que odeia e mata. Estou te matando em nome de um amor. Muitos mataram e matam ainda em nome de Deus. Você vai para o céu Irene, morrerá para salvar vidas e amores. Alguém tem que morrer por minhas mãos e escolhi você......

........O Homem pegou na mão de Homero e o fez caminhar. Ao aproximar de seu rosto, Homero o observou atentamente, rugas e pele áspera tornam um semblante carregado de história e marcado pelo passar do tempo. Não é Deus. Para Homero, Deus deveria ter um rosto eterno, sem marcas do tempo, sem rugas. O ambiente parecia ser o entardecer ou o amanhecer de um dia chuvoso.......

......Homero desceu do táxi ainda com aquele medo do encontro, não tinha idéia de como seria recebido. Durante o trajeto do hotel até a loja, tinha pensado muito no que dizer e como agir. Pediria desculpas por ter sido recluso. Mas seria bom se ela pedisse desculpas por tê-lo abandonado. Decidiu que não tocaria no assunto do abandono e nem da prisão.

O recomeço para ambos, significa esquecer o que de ruim aconteceu, isto é, se houver recomeço. Parece que a decisão está nas mãos de Vânia e não nas de Homero. Ele entrou na loja e em poucos segundos a localizou, os olhares se encontraram e ambos sorriam. Ela saiu do seu solitário refúgio e se apressou em direção ao visitante ilustre. Ele, sem saber se abria os braços para um fraterno abraço ficou esperando. Foi um encontro tímido com poucas palavras. E como numa atração mágica os corpos se uniram num apertado abraço. Os rostos se colaram e saiu da boca dela um choroso “Que Saudade!”. Novamente como uma atração de pólos magnéticos os lábios se colaram, não foi um beijo simples, mas um beijo que expressou toda a paixão que um sentia pelo outro.

Homero decidiu que precisava voltar ao Paraná, rever a mãe e pedir perdão pelo abandono. Rever alguns amigos e confirmar toda a sua história de vida. Depois do caso da morte de Irene Maria em que não lembra o que realmente aconteceu, nasceu na sua cabeça uma grande dúvida. Se realmente matou aquelas pessoas de seu passado ou se tudo foi fruto de sua imaginação.

.....O que intriga o padre é a semelhança que há entre os sonhos e o fato dos sonhos orientarem para o procurar. Outra coisa que as três senhoras falaram é o personagem do sonho dissera que o assassino está voltando. Como assim voltando? Será que o autor dos três assassinatos é a mesma pessoa? Questionou. Como alguém poderia cometer três crimes tão distantes e tão diferentes por motivos também diferentes um do outro? Essa questão estava queimando as têmporas do humilde servo de Deus e parecia que quanto mais rezava em busca de uma resposta mais perguntas apareciam.

......Olhando para a moça que juntava alguns cacos de telhas, o padre estremeceu. O que é isso, uma tentação do demônio? Um desejo pecaminoso levou o olhar do padre na direção do decote da moça. Seus seios volumosos lembravam aquelas atrizes americanas. “Seios de Pâmela Anderson”. A posição em que se encontrava Maria Rita dava ao padre uma visão mais aprofundada dos contornos dos seios.

Era a primeira vez, depois da ordenação, que Lourenço sentia aquilo. Desejo da carne. Desejo de possuir o corpo de uma mulher. “É uma criança! O que é isso?” se martirizava o padre por estar com pensamentos pecaminosos. Lembrou das promessas que fizera a Deus. Lembrou que era um servo de Deus a serviço da igreja. Mas lembrou também que era homem, e essa lembrança estava embaralhando seus pensamentos e deixando com nojo.

No começo tudo correu bem, o padre sabia que teria que resistir a tentação de simplesmente olhar para Maria Rita. Ceder aos pensamentos pecaminosos até que tinham certa saída, mas se esses pensamentos ultrapassassem a barreira do abstrato e invadisse o concreto, seria um desastre. “O padre Lourenço, meus Deus! Onde o mundo vai parar?” Eram essas as exclamações que pressentia. ....

......Um dia um professor no seminário falou que um besouro quando cai de costas nunca mais se levanta. Ele estava sendo esse besouro. Seu corpo estava pendendo, ora para a direita ora para a esquerda. Deixava cair de lado, mas teimava em cair de costas. Não! Isso não deveria acontecer! Poderia simplesmente livrar-se daquilo que o atormentava.

Retornar para casa, hoje casa de seus pais, não é mais um abandonar os ecos da rua. Retornar para casa está significando para Homero reviver um passado que estava perdido. Encontrar o pai depois de tanto tempo, não está fácil para ele. Sente uma raiva tremenda e uma sensação de dúvida do que viera buscar. Ele busca a verdade e se pergunta qual é a verdade que se busca. Quer esconder o pai de si mesmo por recusar a aceitar que ele esteja vivo. Não quer acreditar que o pai estivera bem todo o tempo em que ele e a mãe choraram de fome e sofreram com a miséria. O abandono do pai foi um crime contra a família, contra dois entes inocentes.

.....O motel é um refúgio para os amantes que procuram a cegueira e a mudez das paredes e tetos dos quartos preparados para o ritual do amor que antes era apenas da procriação. Dizem os cientistas que se não fosse o prazer que se sente ao realizar o ato sexual, o humanidade havia se evaporado da face da terra. Ainda bem que há prazer no sexo, muito mais que a dor do parto.

..... Para Sônia ir ao motel não era novidade, mas ir ao motel com o seu amigo enigmático e carrancudo, seria. Seria novidade e uma experiência nova. Saberia como se comportaria aquele seu amigo tímido e misterioso de antigamente e que agora, nessa nova fase, superou a timidez e continua misterioso.

......Amaram-se como amam os verdadeiros amantes depois de um celibato prolongado. Amaram-se como se amam os casais apaixonados depois de uma reconciliação. Amaram-se como se deveria amar, na simplicidade da vida e do amor. A paixão é complexa, mas o amor não. Eles se amaram com amores promissores e eternos, não como uma paixão fugaz.

.....Ele vivia nesses dois extremos. Fugia de casa para ser feliz, não mais buscava refúgio em casa para fugir dos olhares de desprezo da sociedade. Agora, por mais incrível que pareça, era a sua casa que o desprezava. Não! Nem seu pai ou sua mãe sentia desprezo pelo filho. Ele é que sentia que não teria trégua numa guerra imaginária contra o pai. O velho está imóvel na cama, solitário, agora mais do que nunca parece que fora abandonado pelos seus. Quem são os seus que ele mesmo o abandonara?

.....Ivan acordou com uma sensação de que algo o estava sufocando, abriu os olhos e não conseguiu enxergar nada, alguma coisa pesada comprimia seu rosto e dificultava a respiração. É a morte – pensou – Não queria morrer assim, sem antes solicitar o perdão de todos: da esposa, tão dedicada e fiel, do filho que cresceu sem a presença do pai herói que ele um dia prometera ser.

.....Uma dor intensa nos pulmões, precisa de ar, o agressor não dá sinal que deixará respirar. Está na hora de partir para o infinito. Tornará pó. Do pó vieste e ao pó retornará. Gostaria de ser Fênix e renascer das cinzas, recomeçar. Algo está apagando, não lembra mais o que foi e o que é. Está difícil, será que é a morte. Cadê o menino sorridente no campo de trigo?
................

20.7.10

Ama-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais vou precisar...." (Provérbio Chinês)

27.6.10

Novidades...

Escrever está um pouco difícil...não é por isso que deixei de fazer algumas leituras e reeleituras... terminei uma releitura do livro Onde Está Maria? De Nelson Hoffmann 2ª Edição. Já tinha lido a primeira edição.. um ótimo presente do amigo. Nelson Hoffmann está dedicando seu tempo na preparação para edição do meu livro “O Retorno” previsto para Setembro. Estou lendo também o livro “A cruzada do ouro” de David Gibbins, estou gostando. E também estou me dedicando as leituras sugeridas e exigidas pela profissão. Estou triste pelo passamento de Saramago, em breve farei uma reeleituras de seus livros. Indico o site WWW.vidabreve.com. Ótimos textos.

31.5.10

Influência da Palavra

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e, ao lado, colocava uma placa com os dizeres:

“Vejam como sou feliz: sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.”
Alguns que passavam o olhavam intrigados, outros o achavam doido, e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro, e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
- “Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?”
- “Vamos lá. Só tenho a ganhar!", respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho, e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos, e há certo tempo, ele tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair de mendigo para tão alta posição. Contou ele:
- Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: "Sou um nada neste mundo!
Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida!
Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: "Tudo que você fala a seu respeito, vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo, e aos outros, que você é próspero.”
Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
E a partir desse dia tudo começou a mudar; a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o 'Poder das Palavras'. E a palavra de Deus, me ensinou isso.
Por isso, enquanto afirmarmos que 'tudo vai mal, que 'nossa aparência é horrível', que nossos bens materiais 'são ínfimos', a tendência é que as coisas fiquem 'piores ainda', porque creia, há poder em nossas palavras..
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- "O senhor está querendo dizer que algumas palavras, escritas numa simples placa, modificaram a sua vida?"
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
- “Claro que não! Primeiro eu tive que acreditar nelas”

26.5.10

Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Charles Chaplin

17.5.10

Quero a solidão

Tentei ser seu amigo:
Não aguentaria;
tentei ser seu amante:
Pecado da carne;
tentei ser seu dono:
Você é indomável;
Então o que me resta
é ser solitário nesse
mundo tão perturbado.  

10.5.10

Orquidário

Olha que colírio para os olhos.

16.4.10

Apenas um pequeno buraco??!!??

Este é um pequeno buraco na Avenida dos Estudantes em Carlinda. Lá embaixo o professor Damião e dois alunos.

15.4.10

O Réu dos Sonhos

Esse é o livro do meu amigo de infância José Oliveira, grande escritor que em breve estará lançando seu segundo trabalho, pela editora Novo Século. Parabéns Zé Sepultura.. (Zé Sepultura era seu apelido na adolescência) visitem: http://www.autorjoseoliveira.com/ e conheça seus trabalhos.






4.4.10

Achados e perdidos

Olha o que eu encontrei:
Faço parte dessa enciclopédia
lançada em 2001 e organizada por Afrânio Coutinho.

COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001: 2v.

3.4.10

POEMA

Li Tai Pô

[ in Germina Literatura ]



Na vida

é preciso tanto seriedade

quanto delírio.

Se tiveres mais de um pão,

vende um

e compra um lírio.

Texto retirado do blogue Balaio Porreta 1986 de Moacy Cirne

2.4.10

LIVROS

Acabei de ler o livro "Curto Alcance de Annie Proulx" é um livro excelente com contos que levam o leitor ao inóspio oeste americano. Rico em detalhes dos lugares não comuns (para nós brasileiros) no semi-árido estado de Wyoming, terras de ranchos e caubois. Está incluido no livro o conto "O segredo de Brokeback Mountain" que virou filme premiado. 

28.3.10

Livros

Acabei de ler o livro "Purgatório: A verdadeira história de dante e Beatriz" do escritor Mário Prata. Recheado de humor. Um enredo bem construido. Um pouco de história real. E humor.. Valeu a pena a aquisição.


21.3.10

EU SOU AQUELE

Eu sou aquele que,
sentado na porta ouve o canto da cigarra
adormece, sonha alto e murmura
o nome proibido de alguém.
Outro alguém grita da cozinha:
- Peraí!! Quem é a maldita?
Maldita não! Bendita!
Era uma santa imaculada
sonhei que estava no céu.

16.3.10

A M I G O

Amigo, fiel amigo
estou só, e comigo
a tão esperada solidão.
Sinto correr o tempo
tenho pressa pois o lamento
desfalece o meu coração.


Amigo, amigo fiel!
viste como a vida é cruel?
como é traiçoeiro o amor?
de ti é imensa a saudade
e essa tal de felicidade
não a encontrei senão a dor.

Amigo, fiel amigo!
te escrevo e te digo
- Não és um vulto qualquer
o que amarás um dia
a morte é o fim da agonia
e o carrasco é uma mulher.

Amigo, triste amigo!
quisera eu estar contigo
minhas lágrimas verias
Amigo, amigo do peito
se estivesse junto ao meu leito
verias que para a sombra eu morria.

Amigo, desgraçado amigo
dá-me canto, dá-me abrigo
junto contigo eu viverei
o resto dos meus dias
o fim das minhas agonias
perto de ti morrerei.

Valter Figueira, do livro- POESIAS- ASAS, 1995

POESIA

Ao poeta Gideon Antunes

A poesia do pantaneiro rasteja na lama
se molha nas águas do pantanal e se seca
ao sol e na poeira das estradas
sem pavimento.

A poesia do pampeiro corre a galope
na garupa de um cavalo, canta ao som
de um acordeão, perde-se nas invernadas
atrás dos chucros e descansa numa
roda de chimarrão.

A minha poesia não se enquadra
em nenhum tipo, é diversa, sem estilo,
é o resultado de um sonho,
de um pesadelo e de uma solidão.

Valter Figueira - do livro POESIAS - ASAS, 1995

15.3.10

Tudo na vida tem um equilíbrio. Tudo tem um sentido e um porque. Tudo na vida depende do amor. Tudo na vida precisa de um caminho. Talvez um empurrão ou um carinho. Talvez um puxão ou uma luz. Uma luz para que não haja tropeços. Uma luz para que nos ensine a contornar os obstáculos. Precisa de sabedoria. Precisa de decisão. Precisa de amor. Muito amor.

8.3.10

Dia de toda mulher!!


Hoje é dia Internacional da Mulher.
E o que podemos dizer a elas?
Que são importantes? já sabem.
Que não vivemos sem elas? já sabem.
Então o que dizer?
Que tal fazer algo por elas.
Amar?
Sim. Devemos amá-las
em todas as circunstãncias
e em todos os momentos.
Devemos glorificá-las
e agredecê-las
em todos os momentos de nossas vidas.
Por isso estamos aqui!
Para sermos súditos das
mulheres que amamos.

7.3.10

Vida ?????

Merecemos viver!!


A vida pode ser curta

Por isso temos que curtir

Curtir a vida é viver dentro da regras

Dentro de conceitos e leis.

Quando ultrapassamos algumas leis

Perdemos o sentido da vida

Não deixe sua vida ser um ponto de interrogação.

23.2.10

Primeiro capítulo do romance "O Retorno"

1
Estava uma tarde sonolenta e chuvosa, parecia que não ia parar mais de chover. Homero preocupado aguardando uma boa notícia, aquela notícia que todo prisioneiro espera ouvir “você está livre, pode ir para casa”, o delegado prometera trazer ainda hoje. A angústia lhe apertava o coração, e de cinco em cinco minutos ele olhava através das grades de ferro em direção a sala do delegado e se pergunta o porquê de tanta demora. O seu corpo tremia, seu coração acelerava e parecia que ia ter algum treco. O que é isso? É medo? Aflição? Ou vontade de abandonar esse lugar? Viver um novo sonho livre como um passarinho. Ninguém é livre como um passarinho, nessa vida estamos sempre presos a algo como um emprego, uma dívida, uma família ou uma paixão. É mesmo! e essa paixão talvez tenha levado Homero para a prisão. Ele pensou em Vânia, como estaria aquela que foi uma grande e ardente paixão de sua vida. Aquela que foi na verdade um divisor de águas em sua trajetória, ele pode contar sua vida romântica dividindo em antes de depois de Vânia. Antes dela o que ele era no amor? Apenas uma pessoa que se relacionava e tinha medo de criar raízes, com ela mudou, pensou em constituir família, em criar raízes e esquecer de vez que tem uma dívida grande com a justiça humana e a justiça Divina. Que pena, está prestes a sair da prisão e não pode dividir esse momento com a amada. Ela foi embora, não quis saber de ficar visitando o amado na prisão. Talvez queria ser livre, aproveitar um pouco de liberdade que temos, essa liberdade de escolher onde e como viver, desde que tenhamos como sustentar, até para essas escolhas somos limitados pelo mundo.

Aparece no corredor a ajudante de ordens do delegado, uma moça bonita, recatada, simples e de gestos meigos. Gestos meigos que contrapõe com a brutalidade dos carcereiros. Ela foi denominada de ajudante de ordens porque só aparecia de vez em quando para dar alguma ordem do delegado, ou algum aviso aos prisioneiros. Avisar o horário de médico, dentista ou psicólogo. Ela chegou no corredor com um sorriso de que trazia notícia boa, sorriso maroto, se fosse outros tempos e em outras ocasiões poderia dizer que Homero se apaixonaria por aquele rosto lindo e aqueles gestos meigos. Estão distantes, ela está na sociedade e ele na marginalização, expulso de uma sociedade que compreende menos quando saem do que quando entram. Ela tem sua vida, seus amores e suas paixões, aproximou da cela e anunciou a boa notícia que ele tanto esperava. “Amanhã é o dia Homero, você vai para casa” e acrescentou por conta dela ou simplesmente para ser gentil “vou sentir saudades”. O que será que havia neste “vou sentir saudades”? Será que a presença do prisioneiro ou não fazia diferença? Ou será que era uma forma de dizer que pessoas como ele deveria voltar ali para matar a saudade?

O voltar para casa o incomodava. Como a sociedade o iria receber? Um prisioneiro vai ser pelo resto da vida um ex-prisioneiro, esse adjetivo não pega bem em nenhum indivíduo, muito menos naqueles que precisam lutar pelo pão de cada dia, aqueles que precisam trabalhar sem ter que escolher local. Ao mesmo tempo o voltar para casa trazia alegria, o poder que teria de se locomover para onde quisesse. Para onde vai? Já pensou nisso, como pensou em fugir do mundo, ou pelo menos desse mundinho criado por ele. Desse mundo de mentiras. Mas para onde vai se sempre terá que mentir? Omitir que é um assassino para poder viver em paz? O mundo é cruel, a vida foi cruel com Homero, dando a ele uma sina de assassino. Dando a ele um destino errante. Errar já não é uma boa opção, daqui para frente tem que viver de acertos. Uma pisada fora dos trilhos pode ser o fim, e o fim sempre é o fim.

“Você sai amanhã” essa frase deixou um eco em sua cabeça quando lembrou que esse amanhã era dia primeiro de Abril. Homero vai embora no dia da mentira, no dia do engano. Porque será? Será uma nova sina? Ou será que ele mesmo é uma mentira? Um personagem de uma história macabra inventado por algum maluco. Não! essa coisa de dia da mentira é algo que inventaram há muito tempo para satirizar que comemoravam a entrada de ano no dia primeiro de Abril, contrariando um papa que queria mudar as datas, ele tinha poder e conseguiu mudar. Mas o que ninguém sabe é que ele cometeu um grave erro, percebido séculos depois. Talvez para Homero o ano começa mesmo no dia primeiro de Abril. Somente nesse dia é que poderá comemorar a sua fraternidade universal, adiada por quatros anos por causa única de um erro. Erro de Homero, ou erro da justiça que o prendeu? Os dois são culpados, mas o vilão maior desse caso é a sociedade egoísta e injusta, além é claro de capitalista.

A noite para ele será curta, pressentir e sonhar com a liberdade está impossível, se agora ela é uma realidade que poderá por em prática ao raiar do sol. Manter-se acordado não fará bem para o início de uma nova vida. O descanso é bom e necessário, o mundo o espera preparado para a luta. O que dirá a vida se ele não estiver preparado? Dorme. Sonha com um encontro memorável com o mundo lá fora. Sonha com feitos inéditos, com personalidades que não viveu. O mundo o receberá de braços abertos ou o jogará a margem da sociedade?

O último amanhecer é uma visão aguardada com ansiedade pelos prisioneiros, sejam pequenas ou grandes as penas. Desde o dia em que um prisioneiro adentra a cela e é trancafiado, não importa o que ele fez, se diz inocente e imagina que no dia seguinte será colocado na rua. O raiar do sol derradeiro, observado pelas grades cilíndricas da prisão é um desejo que vira obsessão daqueles inquilinos das celas lúgubres e úmidas. Deixar para trás o “ver o sol quadrado” é um sonho diário que muitas vezes causa náusea. A náusea do ter que agüentar ludibriação dos colegas. Mesmo assim há uma certa ponta de saudade. Saudade da solidão e do silêncio noturno. Saudade dos horários preestabelecidos para refeições.

Ele está ciente de que esses quatro anos de cadeia não deixarão saudades, apenas uma lembrança que, provavelmente não esquecerá, mas é uma experiência que não quer retornar a ter. Por isso fez uma revisão e uma reflexão dos seus atos: O certo é ser correto, não andar a cata de problemas e escolher melhor os amigos. Não esqueceu e talvez nunca esquecerá que existe em seu currículo três assassinatos que cometeu nessa sua trajetória pelo crime. Não importa que foi preso simplesmente por ter comprado um carro roubado, é um assassino e ninguém desconfia disso.

No passado, num passado não muito distante, Homero matou, aos doze anos, um colega de pescaria. Matou simplesmente por um motivo fútil: tinha inveja das pessoas e raiva de sua condição econômica. Aos dezenove anos de idade voltou a cometer outro crime: matou uma namorada, simplesmente por ter, talvez inveja de sua facilidade em praticar a sua sexualidade, enquanto para Homero era um ato de extremo esforço. Sete anos depois do segundo crime ele voltou a matar, desta vez foi um de seus melhores amigos e a causa: inveja de sua felicidade. A polícia nunca encontrou o culpado desses assassinatos e o autor nem se preocupou em fugir. A sua fuga foi de si mesmo, do seu destino. Mas o destino lhe acompanha. Agora a maldição dos sete anos lhe volta a incomodar. Neste ano em que sai da cadeia faz exatamente sete anos do último ato de covardia e brutalidade que cometera. Será que é uma sina? Uma Maldição? Fica remoendo e perguntando a si mesmo. Com medo de seus atos, com medo do destino que possa prover para o seu futuro, quer ser livre. Livre para poder lutar contra ele mesmo, contra essa vontade de mudar as coisas causando infelicidade nas pessoas.

Confessar para a polícia seus crimes está fora de contexto, em seus planos existem novos rumos. Mas o que mais o atormenta está entre fugir ou ficar. Fugir para um lugar desconhecido e recomeçar uma nova vida, com novos amigos. Isso seria idêntico a época em que chegou em Alta Floresta. Ou ficar. Mas aonde está o seu destino? Aqui em Alta Floresta, ou em Presidente Prudente com a Vânia?

Vânia é a sua amada, a primeira que amou de verdade, e a única em que teve uma relação carnal com prazeres e desejos mútuos. Antes tinha apenas experimentado o sexo como algo entre macho e fêmea. Uma exploração e satisfação de desejos. Com Vânia ele experimentou o ato sexual com amor. Muito mais amor do que desejo. O desejo de invadir uma genitália feminina apenas para despejar sêmen, é diferente de desejar fazer sexo para sentir e dar prazer. Com ela era assim, um amor mútuo, um desejo mútuo e vários sonhos compartilhados, até que veio a prisão e esse amor enfraqueceu. Paralisaram os sonhos. Já não eram capazes de sonhar em conjunto. Enquanto ela sonhava em conquistar o mundo, Homero sonhava com o dia de sua liberdade. Deseja procurá-la, mas não sabe como e nem onde. Sonha e deseja tê-la em seus braços, mas não sabe se ela deseja o mesmo. O tempo, que é sempre um fator de divisão em nossa vida, fez um grande estrago. Esse mesmo tempo que ajuda a construir amores, pode num lance simples construir desamores. O amor e o ódio são frutos da mesma semente, da mesma árvore e da mesma flor. Mas como estará Vânia? Será que está feliz?

Na sua vida sempre aparecem perguntas que não consegue responder, nem ele e nem aqueles a quem ele pergunta. As melhores perguntas são aquelas impossíveis de responder, ou são aquelas que as pessoas tem medo de responder. Ele passou a sua última noite na cadeia como um anjo, talvez como um assassino disfarçado de anjo. Para que lançar perguntas ao ar, se a resposta não está no vento? O melhor é calar. O silêncio é sagrado e inteligente. O silêncio capta resquícios de vida, de saudade e destreza. Ao silêncio se produz. As melhores telas, os melhores romances, as melhores poesias são sempre criadas e aperfeiçoadas ao silêncio.

Ao silêncio também se mata, ama, e se vive. Morrer e viver são verbos congruentes e opostos. Mas ainda se morre de amor. E como se morre! Homero está nesta fase. A fase do amor possível. A possibilidade de procurar alguém que adentrou em seu coração e ficou. O seu olhar, o seu cheiro, os seus carinhos e o seu sexo estão distantes. Mas o que ficou encravado no coração, foi a lembrança de um amor puro e único. Um amor sem preconceito e sem vícios. Há possibilidade de viverem, Homero e Vânia, novamente aquele ardente romance de outrora? Sim, há! E porque não? Acreditamos que o mundo é redondo. Acreditamos numa vida circular. Por que não acreditarmos num destino que dá voltas. “o mundo dá voltas, perdemos e nos encontramos nesse mundo”

Seis horas da manhã, o dia clareando. As maritacas gorjeiam e despertam os viventes para o dia. Amanheceu, é dia primeiro, é hoje. O vizinho de cela já acordado grita para Homero:

— Cabra de sorte, vai ser livre hoje!

— Você não conta o tempo que passei aqui, minha pena é pequena. Cumpri, estou quite com a justiça, e vou embora de cabeça erguida.

— Até quando você vai manter a cabeça erguida? Cuidado a sociedade não tolera muito um ex-presidiário!

— Eu tenho minha vida lá fora. Tenho uma propriedade, e tenho uma profissão. Não vou precisar da esmola de ninguém para recomeçar. Tenho vontade e capacidade para não cometer o mesmo erro.

Um espaço de tempo, maior do que Homero esperava, ocorreu entre o diálogo com seu vizinho e o som de passos vindo no corredor em sua direção. Eram passos firmes, barulho de sapatos sociais. Havia duas possibilidades apenas: Seu advogado ou o delegado vindo pessoalmente abrir a cela e decretar a sua soltura. Era o delegado. O seu rosto era familiar, também são quatro anos de convivência, que inegavelmente nasceu uma amizade entre delegado e prisioneiro. O delegado querendo mais ensinar do que aprender. Ensinar o bem viver dentro da lei e da moral. É claro, ele está do lado dos certos. Mas até que ponto ele é correto? Seu rosto transparecia uma alegria, um sorriso disfarçado para não entristecer os outros inquilinos da humilde cadeia. Será que ele está feliz em soltar Homero? Tudo indica que sim, afinal de contas não são atitudes de um marginal violento que Homero demonstra, e sim de uma pessoa sofrida que foi julgado erroneamente por uma sociedade gananciosa.

— Pronto, Homero! é sua vez de dizer adeus e ir para o mundo. O mundo lá fora, espera que você faça dele um lugar melhor para se viver. Agora é a hora de sua liberdade. Vá! Diga para mundo que você está preparado pra viver nele.

Disse o delegado, com uma voz meio embargada e consentida, mas demonstrando felicidade, pela nova vida do prisioneiro.

— Será que o mundo me receberá bem seu Delegado? Eu não tenho medo do mundo. Tenho medo de mim mesmo, do que vou ser e fazer daqui para frente.

— Chega de filosofias Homero! Você está livre, pagou sua dívida com a justiça. Agora vai viver como um cidadão comum e de bem. Espero sinceramente que você tenha muita boa sorte na vida.

A sorte para ele era artigo de luxo, ou algo tão comum que ele não percebe. Será que é sorte cumprir pena apenas por um crime? E os outros? Ou será que é azar ter passado 04 anos na cadeia escondido do mundo? Talvez. Algumas vezes ele confunde-se, mas sabe que na realidade tem sorte quem acredita nela. É necessário aproveitar as oportunidades para dizer que tem sorte. O mundo é assim: dos espertos, ou melhor, daqueles que aproveitam bem as chances que aparecem. O destino está dando a Homero mais uma chance de batalhar e vencer na vida. Mais uma chance de prosseguir em seu caminho. Uma chance, talvez a última de quitar seu débito com o mundo.

Ele caminha vagarosamente para a liberdade, ou melhor para fora do recinto que o acolheu por quatro anos. Queria saborear melhor essa ponte entre a reclusão e o horizonte. Queria saborear minuciosamente a ponte entre as paredes frias e o aroma de folhas novas da alameda. O que é a liberdade do que senão poder apreciar os pássaros e sentir a respiração do vento na face?

Na sala do delegado, o último reduto até a porta da rua, sente um ar de desprezo, ninguém o espera. Pega silenciosamente seus documentos e questiona ao delegado se ninguém veio lhe buscar.

— Seu amigo Paulinho está te esperando lá fora. Ele quer ser o primeiro a lhe ver e abraçar sob a luz do sol. O sol da liberdade. Ele quer ser seu guia nos sonhos e desejos.

— Meu guia é meu destino, não acredito em destino, mas acredito que alguém lá em cima quis que eu pagasse uma dívida. Ou tivesse uma lição.

As portas, as sonhadas e temerosas portas que dão acesso a rua foram abertas. Homero está autorizado a caminhar, a seguir o seu nariz. Quem diria que um dia ele teria que ter permissão para caminhar. Permissão para fazer o seu caminho interrompido. O caminho que ele acreditava que só se construía caminhando. A luz do sol lhe ofusca um pouco a visão, consegue ver um homem vindo em sua direção, sorrindo. É seu amigo que lhe dá um abraço apertado e lhe deseja que seja bem vindo.

— E aí Homero? Vamos pra vida? Você parece melhor agora do que quando entrou.

— Uma temporada recluso provoca mudanças repentinas e duradouras. Temos que mudar senão ficamos para trás, o mundo caminha e muda.

A conversa foi pouca, e foi mínimo o olhar para a fachada da cadeia. Um olhar de adeus ressentido, como se fosse impossível perdoar a justiça por ter lhe prendido. E quem é tem que pedir perdão a quem?

Um adeus melancólico, colocando a flor da pele o rancor e o ódio que sentiu na prisão, tudo foi aflorando em seu rosto. A cabeça esquenta, o sangue sobe pelas têmporas. A cabeça dói. Não é o efeito do sol leve da manhã de primeiro de Abril, é a agitação sangüínea a percorrer em alta pressão os vasos, artérias e veias incham. Sua cabeça parece que vai explodir. Solicitou ao amigo que o levasse dali o mais rápido.

O caminho de casa é sempre como um retorno ao ventre materno. A busca do aconchego e do repouso. Um lugar de refúgio e solidão, a casa é sempre a nossa casa. Mesmo que ridículas e mal tratadas são sempre o lugar ideal para um refletir sobre a vida pregressa. Essa volta para Homero é muito mais significativa do que emocionante, significava o retornar ao seu destino de pedreiro que ama a Vânia. Voltar ao seu destino de fuga constante da justiça e do passado que massacra seus sonhos.

O caminho de casa é penoso, uma mistura de satisfação e medo. Medo do que? Agora está livre, livre das grades de ferro. Livre das garras do destino torto. Agora é certo? O que é certo?

— Homero ! você já pensou o que vai fazer amanhã?

— O que tem amanhã?

— Ora, é Sexta feira!

— Deixe o amanhã chegar, eu nem sei o que vou fazer hoje. Preciso planejar algumas coisas. Não sei se fico aqui ou vou embora por aí.

— Você vai procurar a Vânia? Olha ela mora no Bairro Santa Clara, ao lado de uma escola de informática.

— Não sei se a Vânia ainda faz parte dos meus planos. Ela praticamente me abandonou quando fui preso. Não acreditou em mim. Preferiu ir embora a ter uma relação com um presidiário.

Abertamente Homero não poderia admitir que ainda amava e muito Vânia. Mesmo depois dela ter feito o que fez. Mas porque ele teria que admitir? Todos os seus amigos, e até os companheiros de cela sabiam dessa paixão que nutria por ela. Mas existe algo que, por ele, quer esquecer a amada, esse algo é o brio, um respeito por si mesmo. O respeito que sente pelos seus sentimentos força a não procurar pela Vânia. Que a Vânia seja mais uma que passa por sua vida. Agora o que deseja ardentemente é refazer o seu caminhar. Procurar trabalhar e fazer aquilo que todos desejam: juntar dinheiro.

Em casa ele ficou sozinho. A vida é para se viver sozinho. “Não! Eu estou sozinho por escolha, abandonei a família ou melhor, o que restava de minha pequena família, por que quis.” Seus pensamentos travavam uma batalha entre o ficar ou fugir. “Fugir para onde? O mundo é imenso, mas há limites. Fugir para o bar da esquina e encher a cara. Não! Não preciso disso, há bebidas em casa. Cervejas na geladeira e alguns licores no armário. Beber para que? Para espantar os males! mas, que males? Os males das lembranças. Não é preciso beber para fugir de lembranças nem boas nem ruins. É necessário estar sóbrio para enfrentar o mundo. É preciso, mais e mais preciso estar sóbrio para não denunciar o autor de crimes horríveis do passado. Terei que enfrentar a vida como ela é e como me foi destinada. Se tiver que esquecer meu amor por Vânia, esquecerei. Se tiver que...”

Mas no mundo nem tudo parece como se prega, ou nem tudo é como se prega. Foi até a geladeira pegou uma lata de cerveja e a emborcou, sua sede e vontade era tanta que nem ao menos apreciou o sabor. Bebeu como o Miro que tomou um litro de pinga na praça, sem tirar a boca do gargalho. O Miro estava cometendo uma loucura e ainda estava sendo incentivado por algumas autoridades da cidade. O que é isso? Os que pregam a paz e a ordem fazendo aposta para que o Miro tome o litro de pinga e saia rasgando dinheiro como saiu. Não, Homero não é um cachaceiro que bebe pelo prazer de ficar traçando as pernas no caminho de casa. A sua cerveja tinha um sabor de batalha vencida e vingança. Era o desfrutar de um prazer há muito proibido. Mas toda bebida alcóolica tem um efeito negativo. Ele olha atentamente para a lata de bebida como se quisesse decifrar os grifos das mensagens escrita na lata, e subitamente joga-a contra a parede e grita:

— Vânia! Sua desgraçada! Porque me abandonou no momento em que mais precisava de seu apoio? Será que seu amor não era verdadeiro como você dizia? Me diga?

Abriu o armário e serviu-se de uma superdose de Martini, tomou em três goles, como se fosse para matar a sede e não para sentir o prazer da bebida.

— É isso que ganho por amar demais. É isso que eu ganho ter amado você Vânia? Quatro anos de cadeia. Cadê você? Porque que não foi me buscar? É por você isso, só por você?

Ao fim avaliou suas pequenas ações nessa manhã em que a liberdade deu seu ar de graça e lhe sorriu. Avaliou como estava aproveitando a liberdade enchendo a cara. Não percebeu que poderia cometer um crime contra sua própria pessoa. Gritava que não era um bêbado e gargalhava a cada bobagem que dizia. A sensação de poder fazer o que quer estava extrapolando seus limites. Abriu a geladeira várias vezes, pegava uma lata de cerveja e tomava pela metade. Jogava o resto juntamente com a lata na parede da cozinha, e depois vinha correndo e chutava a lata para fora como se fosse uma bola de futebol. Isso é a liberdade! gritava. Alguns vizinhos já imaginavam louco. Mas, apesar das bebidas que tomava, parecia consciente do que dizia. Não podia perder a moral diante dos vizinhos, por isso parou e foi deitar um pouco. No quarto ligou a televisão, passou por todos os canais possíveis e não encontrou nada interessante, desligou a TV, ligou o ventilador e deitou.

O sono cura os males que os homens causam a si mesmos, a bebedeira requer sempre uma boa soneca para sua cura, o sono também acalma os corações ansiosos. Bendito aquele que consegue dormir e dormir bem, para que a vida possa encontrar um novo rumo ao amanhecer, ou ao despertar com nova coragem e novas energias. Energias para enfrentar as batalhas do destino. O sono revigora e coloca nos devidos lugares as pulsações nervosas. O ato de dormir é ainda melhor quando contemplado com um sonho que alimenta nossos desejos e nos impulsiona para mais e mais batalhas na guerra da vida. Foi assim com Homero, naquela manhã em que deitou com raiva e com ódio da vida que tivera, e desejoso de reencontrar o amor de sua vida, ele sonhou com o retorno aos braços de Vânia, sonhou que ela estava a espera dele, sozinha, em seu canto de refúgio, em seu canto especialmente criado para relembrar os amores. Primeiro o Leandro ceifado pela malária contraída no garimpo e Homero, amigo e depois amante. Amor verdadeiro daqueles impossíveis de esquecer até o fim da vida. Para Homero, Vânia era esse verdadeiro amor. Quatro anos fazia que não a via, mas pensava nela com muito carinho e sonhava com ela ter uma vida a dois, ter uma família e aquietar-se num canto. Esse canto pode ser escolhido por sua amada. No sonho ela o chamava ao seu encontro, isso para ele era mais do que um sinal do destino que uniria ambos em busca da tal felicidade que sempre falavam. Os sonhos são lindos, ou nós que criamos essa beleza que aparece? Parece uma realidade impossível, o que nos dá margem de acreditar ou não.

Alguma coisa dizia que aquele sonho pode ser possível. Reencontrar com Vânia depois de muito tempo não é tão impossível, só dependia dele ir procurá-la. Mas ele sabia também que deveria estar preparado para todas a reações possíveis, ou melhor, para o recomeço da paixão como para a rejeição completa. Restava saber como ele reagiria com uma possível rejeição de Vânia. Será que o seu instinto animal não renasceria dentro de seu coração a ponto de cometer mais um crime? Era isso que teria de verificar, era isso que teria enfrentar e por isso teria que controlar os seus atos.

Dormiu até as duas horas da tarde, não era seu objetivo dormir tanto, deveria aproveitar o seu primeiro dia de liberdade para fazer algo mais útil. Mas o sono foi bom, reanimou os seus desejos de continuar a luta pela sobrevivência, deu mais vida e energia para continuar o seu destino num rumo mais certo que o comum.

Durante o seu longo sono, Paulinho retornou para ver o amigo e como estava num sono profundo o deixou em paz. Era a paz para prosseguir que Homero precisava. Paulinho viu aquela bagunça em que tinha transformado a cozinha e compreendeu a raiva que o amigo tinha passado. Haverá mais oportunidades e tempo para que ele possa exumar e expelir de dentro de si todo o ódio que acumulou na prisão. Para o amigo, Homero sempre foi inocente, uma pessoa livre de qualquer maldade, preso por esconder e defender um outro amigo. Não sabia ele o que se passava na cabeça de Homero, nada sabia do seu passado horrendo, nada sabia dos desejos ocultos que o amigo e companheiro tinha em cometer crimes contra a humanidade. Nada sabia ele, que Homero era um assassino frio que matou dois amigos e uma namorada. Mas quem importava com isso? Até Homero queria esquecer desse passado que lhe persegue e perturba os seus mais belos sonhos e desejos.

Para Paulinho, Homero era um amigo sem grandes pecados, que injustamente a justiça sujou o seu nome, colocando-o atrás das grades como criminoso. Era um amigo que merecia ser feliz. Se nesse primeiro dia fora das grades ele extravasou suas emoções tem todo direito.

Quando levantou, Homero já tinha novos planos para a sua rotina. Voltar a trabalhar e fazer render um pouco seu dinheiro guardado. Ainda tinha um bom saldo na poupança, graças ao Paulinho que não permitiu que ele gastasse com a contratação de advogados. O que tem guardado dá a ele um pouco de folga e até mesmo a oportunidade de montar um negócio próprio. As coisas podem melhorar. Outro sonho é procurar a Vânia e quem sabe, visitar sua mãe e os parentes que ficaram tão distantes.

Planejar a vida é bem melhor em liberdade do que preso e limitado a quatro pequenas e sujas paredes. A liberdade é uma honra, agora que passou um bom período na cadeia, a liberdade deixou de ser um direito natural para ser algo conquistado com agruras e por isso deve-se valorizar. O poder de caminhar nas ruas na hora em que tiver vontade é um sonho para aqueles que se encontram prisioneiros. Mas não é só planejar, tem que ter uma lógica e correr para que as coisas aconteçam. São quatro anos que ficaram num vácuo, jamais retornam e precisa ser recuperado.

Homero Chaves um ex-presidiário caminhando despreocupado nas ruas da cidade. Muitos que olham não sabem de sua história, sabem apenas que estivera preso por quatro anos, sabem apenas que fazia parte de uma quadrilha que roubava carros e traficava maconha, só isso. Ninguém mais sabe de seus assassinatos no passado, aliás, até mesmo ele desconfia que tivesse matado alguém por nada. Como pode? Esquecer jamais esquecera. Sempre tem que tomar conta de suas atitudes para não exceder e voltar a cometer crimes. O seu caminho está sendo traçado pelo seu comportamento, não se deve desviar nem um pouco, senão pode cair num abismo sem fundo e sem volta.

Enquanto caminhava procurando aproveitar a doce brisa de uma tarde sem chuva, pensa em Vânia, o seu amor, a sua grande e única paixão, que o abandonara quando foi para a prisão. Talvez ela tinha razão, pensou. Quem agüentaria ter que amar um presidiário. Esperar é o que ela menos queria. Mas ele, mesmo depois de quatro anos ainda espera por ela, ainda espera que ela compreenda e volte para os seus braços. Onde ela estará? Como ela estará? Será que ainda pensa nele?

20.1.10

Não pense na oportunidade perdida!


Não ficou para trás o momento de ser feliz.

Não pense na oportunidade perdida, no que não devia ter feito.
Pense no agora, no hoje e aja.
As suas oportunidades estão aí, à vista.
Saia à luta, afaste o azar e a incredulidade.
Hoje é o seu melhor dia. Aproveite-o.
Passe um esponja sobre o ontem negativo.
Não é o que vem de fora que faz o seu progresso.
Mas o de dentro, a crença em si, o desejo de se melhorar.
A persistência nos bons objetivos, a busca da felicidade.
A lagarta não faz mais do que a obrigação ao querer ser borboleta...

(Do livro Otimismo Todo Dia - Lourival Lopes)

18.1.10

Acreditar Sempre!

Todos nós, na infância, temos sonhos:
grandes, médios ou pequenos.
Mas à medida que a vida passa, esses sonhos
vão para as prateleiras da vida.
Depois para a área de serviço,
até chegar ao sótão e ser, então,esquecidos.
E os sonhos acabam se tornando vestígios
de uma época em que a pessoa acreditava
no mundo e em sua capacidade de realização.
Enquanto os perdedores se acomodam e
pensam que um sonho é muito para eles,
os campeões se perguntam o que precisam fazer
para realizá-lo.
Nunca pense que uma meta não foi feita para você,
mas sim nas virtudes que precisa
desenvolver para conseguir atingi-la.

Seus sonhos mantêm aceso o fogo
sagrado em seu coração.
Eles são a seiva da vida.
Nós envelhecemos não porque o tempo passa,
mas principalmente porque abandonamos
nossos sonhos.

Pessoas de idade avançada, mas com grandes
ambições, carregam nos olhos o brilho da
juventude, pois suas metas continuam
alimentando sua alma.

É triste olhar para alguém com 40 ou 50 anos
e observar que está vivendo a espera da morte.
É Frustrante ver adolescentes precocemente
envelhecidos, pois em seus corações já não
carregam mais sonhos.
Para essas pessoas viver é simplesmente
completar o dia, completar o mês,
completar o ano.
E é triste constatar que nosso povo está
deixando de sonhar. A maioria procura
completar o dia. Não se permite imaginar
algo além do que está vivendo.

Nunca, nunca, nunca desista!

(Roberto Shinyashiki)

13.1.10

Soneto da esperança II

Quero viver sobre a luz da esperança,
que dá vida e sentido ao dia,
quero conhecer o pódio da vitória
que dá alegria aos vencedores.

Faz tempo que não ouço
a música silenciosa da madrugada,
Faz tempo que não escrevo
no pergaminho da saudade,

Quero vagar por caminhos tantos
quebrar recordes, vencer obstáculos,
fazer do agora um aliado,

quero descobir o amor no ódio,
quebrar preconceitos, amar a liberdade,
fazer do eu, um viver infinito.

Valter Figueira, do livro "Doces encantos" EGM 2003

Soneto da esperança I

Não quero viver sobre os escombros,
nem sob as nuvens negras do ódio,
quero ter a luz irradiante da certeza,
e ver o certo vencer o errado.

Não quero viver sobre destroços,
nem sob as sombras da mentira,
quero brilhar com brilho próprio,
e ver a injustiça ser vencida.

Não quero ouvir a música da discórdia,
nem quero sentir o cherio de enxofre
ao queimar as esperanças dos inocentes,

quero ter a certeza que o amor vencerá,
quero amar para vencer as batalhas,
dos meus dias, da eternidade. Sempre.

Valter Figueira, do livro "Doces encantos" EGM- 2003

Doce encanto

Todo dia eu vou como um amante,
imaginando felicidade nas solitárias ruas,
solicitar a você, meu doce encanto,
um doce olhar que fácil me cativa.

A esperança não cessa, não morre,
surge da luz sobre as nebulosas,
chega em seguida as cordas do coração,
produz doces orquídeas e vermelhas rosas.

Bentido esse amor infiltrado na alma
amor porém, que infleicidade traz,
a outros que desconhecem o todo
e que em parte sofrer lhe faz.

Meu doce encanto que na berlinda lastima,
espere pois, a felicidade está a caminho,
rirá o riso da deusa que na ágora ensina,
viverás a felicidade eterna, sem espinho.

Valter Figueira, do livro "Doces Encantos"-EGM 2003.

11.1.10

Saudades

- O que houve? Não sentes saudades?
- Pois então vives?
A saudade é a essência da vida,
da lembrança e da poesia,
Se não sentes: não vives,
se vives: padeces,
se padeces: choras.
Se choras é porque há saudades.

-Então? O que houve?
- Não sentes saudades?
A saudade é a lembrança do passado;
Se não sentes, não houve passado;
Se há presente: houve passado.
Haverá o futuro onde o presente
passado será.
Se passado tiver: saudade haverá.

-Então o que houve?
- Não sentes saudades?
A saudades é sinal de que houve amizade
e a amizade é vida.... é amor.
Se há amor, amizade há
Se há amizade: há saudade.

- Então? o que houve?
- Não sentes saudades?

Valter Figueira, do livro Poesias-ASAS 1995.

Felicidade

A verdadeira felicidade é do vitorioso;
A vitória é de quem luta;
A luta é de quem vive;
A vida é sua.
Então: Viva, lute, vença e seja feliz.

Valter Figueira, do livro Poesias-ASAS 1995

9.1.10

Você Pode

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta.
Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixar como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá ou ficar preso a um passado que já acabou - e portanto não há mais nada a fazer -, ou a um futuro que ainda não veio - e que portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo das coisas que você é e possui ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.
Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode continuar escravo da preguiça ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.
Você pode aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo e não precisa de aprender mais nada.
Você pode ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua e o importante é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar - sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer...
(Autor desconhecido)

6.1.10

Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

5.1.10

SUCESSO

Sabia que todo o bom profissional deve ter intrínseco no seu caráter, três atributos:


Bom senso - em julgar se errou ou se acabou de passar por um lugar onde ninguém ainda passou e por isso caiu, não porque errou, mas porque o desastre era eminente, mas só alguém com coragem e determinação poderia aceitar o desafio;

Análise apurada - aceitar os seus limites, saber respeitar sua natureza, entender os fatos como um todo, numa amplitude que outros não vêm. Determinação - após identificar os seus limites e aceitá-los comece logo a trabalhar em busca de sua superação, não esqueçer nunca que você não pode desanimar com os erros e sim aprender com eles e aprender significa olhar as coisas de uma forma diferente do que quando errou. "

Eu não acredito que sem dedicação, qualquer tipo de profissional, seja ele qual for , tenha êxito na sua carreira.

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drumond de Andrade