16.3.10

POESIA

Ao poeta Gideon Antunes

A poesia do pantaneiro rasteja na lama
se molha nas águas do pantanal e se seca
ao sol e na poeira das estradas
sem pavimento.

A poesia do pampeiro corre a galope
na garupa de um cavalo, canta ao som
de um acordeão, perde-se nas invernadas
atrás dos chucros e descansa numa
roda de chimarrão.

A minha poesia não se enquadra
em nenhum tipo, é diversa, sem estilo,
é o resultado de um sonho,
de um pesadelo e de uma solidão.

Valter Figueira - do livro POESIAS - ASAS, 1995

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