Ao poeta Gideon Antunes
A poesia do pantaneiro rasteja na lama
se molha nas águas do pantanal e se seca
ao sol e na poeira das estradas
sem pavimento.
A poesia do pampeiro corre a galope
na garupa de um cavalo, canta ao som
de um acordeão, perde-se nas invernadas
atrás dos chucros e descansa numa
roda de chimarrão.
A minha poesia não se enquadra
em nenhum tipo, é diversa, sem estilo,
é o resultado de um sonho,
de um pesadelo e de uma solidão.
Valter Figueira - do livro POESIAS - ASAS, 1995
Nenhum comentário:
Postar um comentário