27.8.08
29.7.08
16.7.08
11.7.08
Poesia
Tenho Saudade
Tenho saudade de seu sorriso
simples, aberto, discreto,
sem malícia,
sem trevas.
Sorriso de deusa
que me comove,
me arranca lágrimas,
me deixa bobo:
Louco de amor.
Sorriso de devassa
que me arranha o peito,
que me engole na alma.
Torpe e tonto retribuo.
Sorriso de cura,
que encerra minhas chagas,
que me eleva ao trono,
que me faz seu rei.
Sorriso que me beija,
me beija simplesmente,
ardente beija...
simplesmente.
Tenho saudade de seu sorriso
simples, aberto, discreto,
sem malícia,
sem trevas.
Sorriso de deusa
que me comove,
me arranca lágrimas,
me deixa bobo:
Louco de amor.
Sorriso de devassa
que me arranha o peito,
que me engole na alma.
Torpe e tonto retribuo.
Sorriso de cura,
que encerra minhas chagas,
que me eleva ao trono,
que me faz seu rei.
Sorriso que me beija,
me beija simplesmente,
ardente beija...
simplesmente.
13.6.08
MEU LIVRO "Eu matei..." 2ª Edição
Como uma pessoa simples e trabalhadora pode se trasnformar num assassino?O que leva uma pessoa a matar seus amigos inocentes?
A resposta o leitor poderá encontrar nesta obra que conta a história de Homero Chaves, um presidiário detido no presídio de Alta Floresta no Estado de Mato Grosso, condenado por receptação de veículos roubado e tráfico de drogas. Na prisão ele decide contar sua história num livro. O que ninguém sabe, nem a polícia, é que ele cometeu três assassinatos numa pequena cidade do Norte do Paraná. Os crimes foram cometidos em intervalos de sete anos. O número sete incomoda o prisioneiro a ponto de acreditar que o seu destino é "abreviar a vida de pessoas amigas". O ano em que escreve o livro coincide com a sua soltura e também com o ciclo de sete anos do último crime. E isso deixa dúvida quanto ao seu comportamento fora da "cela cinzenta e fria". Homero é um bandido, mas também é uma vítima da sociedade que esquce dos marginalizados funcionais.
12.6.08
Conto
Litania dos loucos
Não diante você vir com esse papo de médico especialista em psiquiatria dizendo que sou louco, porque já gritei aos quatros cantos do mundo que não sou louco. Porque será que dizem quatro cantos do mundo sendo que o mundo é redondo? Tá vendo! Loucos são os poetas e escritores que inventam isso e depois ficam por aí ganhando dinheiro com mentiras e não sabem explicar o que escreveram. Inventam histórias que não viveram e dizem que é ficção. Ficção nada! Todas são que eles queriam ter vivido, para depois ficar contando para um monte de gente que lê e são chamados de leitores. Taí! Loucos são os leitores que ficam nas filas das livrarias comprando livros para ler e depois ficam sonhando com o que leu. É nada, louco é o livreiro que vende livros, vende emoções escritas nos papéis, inventam que quando a gente lê acaba viajando por lugares e mundos desconhecidos. Mas mais loucos ainda são os editores, eles acreditam em tudo que os escritores escrevem e publicam, porque acreditam que os leitores vão comprar. Louco na verdade é esse sistema de compra e venda que deixa todo mundo louco de raiva. Já disse, não adianta vir com esse papo que aqui é um hospital psiquiátrico e que você é um médico de loucos. Loucos são os poetas que ficam fazendo odes a musas distantes cantando amores impossíveis. Eles sim são loucos, ficam por aí contemplando os rostos belos e depois nas madrugadas frias, após uma dose e outra de vinho, fazem poesias, inventando paixões e sofrendo por elas. Eles sim são loucos. Quem? Os poetas aqueles que sofrem ao ler uma poesia que fala de um amor impossível. Sofre ao saber que outro poeta em outro tempo teve a mesma sina que a sua. Quem me dera saber Gregório de Matos. Se é meu amigo? Não, ele é um poeta da antiga que teve uma paixão proibida. Ele sim foi um louco. Apaixonar é coisa de louco. O que? A paixão é que move o mundo? Não, o que move o mundo é a loucura. Só uma pessoa louca é que quer fazer a diferença. Num mundo de iguais os diferentes são loucos. Num mundo de alienados, os não alienados são os loucos modernos. A mesmice está na moda, o copiar é fazer, e quem se aventura pela arte é o louco. A loucura é a arte. Já falei aos quatro cantos do mundo que não sou louco. Aliás porque será que falam quatro cantos do mundo se o mundo é redondo? Tá vendo loucos são os poetas e escritores que inventam isso e depois não sabem explicar.
Não diante você vir com esse papo de médico especialista em psiquiatria dizendo que sou louco, porque já gritei aos quatros cantos do mundo que não sou louco. Porque será que dizem quatro cantos do mundo sendo que o mundo é redondo? Tá vendo! Loucos são os poetas e escritores que inventam isso e depois ficam por aí ganhando dinheiro com mentiras e não sabem explicar o que escreveram. Inventam histórias que não viveram e dizem que é ficção. Ficção nada! Todas são que eles queriam ter vivido, para depois ficar contando para um monte de gente que lê e são chamados de leitores. Taí! Loucos são os leitores que ficam nas filas das livrarias comprando livros para ler e depois ficam sonhando com o que leu. É nada, louco é o livreiro que vende livros, vende emoções escritas nos papéis, inventam que quando a gente lê acaba viajando por lugares e mundos desconhecidos. Mas mais loucos ainda são os editores, eles acreditam em tudo que os escritores escrevem e publicam, porque acreditam que os leitores vão comprar. Louco na verdade é esse sistema de compra e venda que deixa todo mundo louco de raiva. Já disse, não adianta vir com esse papo que aqui é um hospital psiquiátrico e que você é um médico de loucos. Loucos são os poetas que ficam fazendo odes a musas distantes cantando amores impossíveis. Eles sim são loucos, ficam por aí contemplando os rostos belos e depois nas madrugadas frias, após uma dose e outra de vinho, fazem poesias, inventando paixões e sofrendo por elas. Eles sim são loucos. Quem? Os poetas aqueles que sofrem ao ler uma poesia que fala de um amor impossível. Sofre ao saber que outro poeta em outro tempo teve a mesma sina que a sua. Quem me dera saber Gregório de Matos. Se é meu amigo? Não, ele é um poeta da antiga que teve uma paixão proibida. Ele sim foi um louco. Apaixonar é coisa de louco. O que? A paixão é que move o mundo? Não, o que move o mundo é a loucura. Só uma pessoa louca é que quer fazer a diferença. Num mundo de iguais os diferentes são loucos. Num mundo de alienados, os não alienados são os loucos modernos. A mesmice está na moda, o copiar é fazer, e quem se aventura pela arte é o louco. A loucura é a arte. Já falei aos quatro cantos do mundo que não sou louco. Aliás porque será que falam quatro cantos do mundo se o mundo é redondo? Tá vendo loucos são os poetas e escritores que inventam isso e depois não sabem explicar.
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